sábado, 30 de agosto de 2014

Crivella: plano de Marina de reduzir importância do pré-sal é um retrocesso.


Senador Marcelo Crivella 10 apoia a reeleição de Dilma 13
Imagem do Blog Folha Republicana

RIO – O candidato ao governo do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB) disse achar um retrocesso ao desenvolvimento econômico do Estado do Rio e do Brasil o plano da presidenciável Marina Silva (PSB) de reduzir a importância da exploração do petróleo da camada do pré-sal na produção de combustíveis, caso seja eleita. A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira, durante a participação do candidato em encontro com estudantes e comerciantes promovido Fecomércio RJ e Senac RJ, em parceria com o jornal O Dia.
— Eu acho que isso é um retrocesso ao nosso desenvolvimento econômico. Nós temos um estado recebendo quase R$ 10 milhões de royalties. Deixar de dar prioridade ao pré-sal, que é o horizonte do comércio industrial do Brasil, é a indústria que oferece os melhores salários — com todo o respeito ao comércio —, será um grande prejuízo para o Rio de Janeiro e para o Brasil.
Marina pretende voltar a impulsionar o etanol no país e considera criar incentivos tributários para o setor.
Durante o encontro, Crivella subiu o tom das críticas aos candidatos ao governo Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Anthony Garotinho (PR). O ex-ministro da Pesca condenou a doação de empresas participantes de contratos com o governo para a campanha eleitoral de Pezão. O parlamentar chegou a dizer que o governador recebe R$ 100 milhões de doação de campanha para manter a saúde no caos, trens quebrados e a segurança descontrolada.
— Foram doados R$ 100 milhões para a campanha do Pezão. De onde virão esses R$ 100 milhões? Virão da contribuição das empresas, porque o PMDB não tem tudo isso de Fundo Partidário. São essas as empresas que serão concessionárias e permissionárias do Estado. Essas empresas estão sendo pagas por nós. Pelos nossos tributos. Então nós passamos para essas empresas e uma parte do lucro delas passa para o candidato que interessa a elas. No fundo, estamos pagando R$ 100 milhões, que é campanha do candidato ao governo, para manter a saúde no caos com 20 mil pessoas para ser operadas, para manter os trens quebrados, para manter a segurança absurdamente descontrolada, para manter a educação com os piores índices do Brasil. Vale a pena a gente pagar R$ 100 milhões para manter o que está aí? — questionou.
Na reunião, Crivella sustentou que os eleitores não devem votar em candidatos corruptos e, logo em seguida, mencionou a ação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) no Complexo da Maré, Zona Norte da cidade, que apreendeu, entre outras coisas, material de campanha do deputado Anthony Garotinho, formulários do Cheque Cidadão e cem caixas de amostras grátis de remédios. Em um momento seguinte, o postulante ao Palácio Guanabara disse que os últimos governadores perderam a oportunidade de fazer um bom governo, e se referiu a Sérgio Cabral e Garotinho, de maneira pejorativa, como criatura e criador.

Notícia postada originalmente pelo Jornal Extra

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